AFRICANIDADES EM TRÊS LETRAS DE RAP DE RINCON SAPIÊNCIA: FUGA COMO RESISTÊNCIA, TRADIÇÃO ORAL E CONSCIÊNCIA

Nome: Wellington Alves dos Santos
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 05/08/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Jurema José de Oliveira Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Jorge Luiz do Nascimento Examinador Interno
Jurema José de Oliveira Orientador
Michele Freire Schiffler Suplente Interno
Renato Nogueira dos Santos Junior Examinador Externo
Teresa Manjate Examinador Externo

Resumo: O presente estudo identifica e analisa elementos culturais, comportamentais, de resistência, busca de autoestima e ainda outros; como também, aspectos literários e deferências à arte ou grandes feitos do povo afro, presentes em três composições de rap de Rincon Sapiência, enquanto heranças das tradições africanas, as chamadas africanidades; ao passo que, as examina comparativamente com outras produções artísticas, porém de mesmo teor. O enfoque está sobre as letras de “Crime bárbaro”, “Ponta de lança (Verso livre)” e “Amores às escuras” do rapper paulistano. O estudo considera a tradição oral, tão importante para a memória e identidade dos povos da África, como principal marca de influência dos movimentos de representação da resistência do povo afro-brasileiro, quase sempre centrados na palavra falada, como saraus, slams de poesia, práticas educacionais e o próprio rap. O ponto de partida do trabalho procura situar aspectos de matriz africana e suas contribuições na produção cultural periférica nas “quebradas” brasileiras; passando também, pelo surgimento, trajetória e performance do rap no Brasil. O estudo também, denuncia as ações de exclusão do povo preto na formação de discursos, sobretudo literários, por parte das elites hegemônicas; propondo ainda, um novo olhar para as expressões artísticas desenvolvidas nas periferias do país. O estudo procura evidenciar a partir das letras selecionadas o potencial dos discursos do rap na construção da autoestima e afirmação dos afrodescendentes; despertando assim, o desejo de serem protagonistas e escritores de suas próprias histórias. Neste sentido, a arte periférica configura o elemento de fuga dos marginalizados contra as violências sofridas. O trabalho fundamenta-se em teóricos como Amadou Hampaté Bâ, Jan Vansina, Paul Zumthor, Eduardo de Assis Duarte, Jessé Souza, Domício Proença Filho, Jorge Nascimento, dentre outros.

Palavras-chave: Rap. Rincon Sapiência. Oralidade. Africanidades. Fuga. Resistência. Autoestima.

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